Os imbecis e suas fábulas (obviamente imbecis)

Deu no O Globo de 4/10/2009: Em livro, Delfim critica modelo de Estado do país.


Chutando a lata, previamente, diz:

Afinal, o modelo da Casa Grande e Senzala foi engendrado por quem? Pela ditadura militar e seus office boys - ainda apareceu comuna dizendo que eles eram de Chicago. O modelo de hoje difere em que do da ditadura militar? Até Lulla elogia o modelo econômico dessa ditadura. Não li o livro e só o farei se chegar as minhas mãos pelo correio e de graça, pois a lata do lixo será o seu destino, após exercícios de leitura crítica e bagunçada, sem deixar de cobrar explicações do relatório Saraiva e da operação OBAN.

O besteirol continua nesse mesmo caderno e página, com o seguinte título: As receitas dos especialistas - propostas de reforma pós-crise.

Fiscal : por Antônio Delfim Netto

1 - Reduzir a taxa de crescimento das despesas primárias do governo à metade do crescimento do PIB

Chutando a lata diz:

O Cretino acha que gastamos demais com saúde, educação e outras coisas mais. Ele não muda. Na ditadura, pregou o arrocho salarial, o endividamento e o escambau. Ele acha bom é termos que pagar o absurdo que pagamos pelos juros da dívida interna. Esse item, para ele e a turma da FEBRABAN, é imexível e por aí tá tudo muito bom!

2- Estimular e promover a ampliação da produtividade nos serviços públicos.

Chutando a lata diz:

Fazer sempre bem e melhor, principalmente na cama, é sempre ótimo. Até cretino tantã com diazepan sabe disso. O problema é que os engenheiros, cientistas, pensadores e até poetas estão no setor público. No setor privado, está o resto. Assim, não é no setor público que se tem que tratar de produtividade. Eles, os servidores públicos, são ótimos, principalmente quando são regiamente pagos. Todos estamos vendo a festa da burocracia de fazer bem feito o mal feito. Eles fazem o serviço da Casa Grande & Senzala direitinho. Já no setor privado, os seus servidores são, vão ou irão para a Senzala. Como mudar isso? Simples, basta ...........deixa pra lá.

3- Aumentar a eficácia e controle dos programas sociais.

Chutando a lata diz:

Nos outros programas, a corrupção não existe? Será que é a da turma amiga? Aos petistas corruptos, cadeia. Aos demais, o Supremo que tudo absolve? De qualquer forma, acho uma evolução que serviria didaticamente as minhas rusgas insanáveis e não cicatrizadas. Estou no aguardo do xilindró de muitos (centenas, milhares) e como exemplo didático cito o caso do ex-senador Luiz Estevão. Até agora nada de cadeia, isso porque a prescrição vai se dar pela morte do cara, já que a legal foi barrada por juízes de instância inferior (ploc,ploc,ploc) e não deu tempo de ser aliviada em instância mais acima em que só político interfere e o que interessa anda ou desanda.

Trabalhista: por José Márcio Camargo

1- Para reduzir o desemprego entre os jovens, o MEC poderia oferecer mais informaçoes sobre jovens trabalhadores, com realização de provas no ensino fundamental e divulgação dos resultados. Mudanças nas regras do FGTS podem estimular a contratação de jovens.

Chutando a lata diz:

O MEC tem a ver o que mesmo com o desemprego? Desemprego, para os economistas, é um fenômeno relacionado ao ciclo econômico. O desemprego estrutural esse sim pode contar com as politicas educacionais. Mesmo essas, são condiçoes necessárias, apenas. Precisamos de mais. O que não existe são oportunidades de negócios que estão dominadas por grupos poderosos e políticos corruptos (redundância enclitica em que o que está dentro fica fora e o que tá fora quer ficar dentro), deixando para o povo o negócio chinfrim, sem tecnologia e qualidade que demanda trabalho de baixissima exigência técnica. Já os industriais nacionalistas, criados em gabinetes públicos movidos a subsidios e proteções tarfiárias que têm como meta a maximizão da riqueza e por isso nunca sabem do que produzem, não precisam se preocupar com qualidade - as porcarias que produzem só demandam trabalhadores sem qualificação técnica. Para contratar pessoas sem qualificação, basta o teste elementar: uma redação sobre o Brasil.

Flexibilizar o FGTS tem uma tradução imediata: reduzir o benefício para o trabalhador que está empregado. Eu mesmo que já saquei o meu quero que se dane e torço para a turma empregada correr atrás do seu e de você.

2- Para reduzir a informalidade, a proposta é flexibilizar o contrato de trabalho e ampliar o limite de aposentadoria.

Chutando a lata diz:

Vamos começar logo flexibilizando o seu, o dos seus filhos e netos. O que mesmo tem a ver informalidade com limite de aposentadoria? Aumentar a renda dos aposentados? Aumentar a renda futura de quem está formalmente trabalhando? Aumentar o limite de quê? Sei lá. De qualquer forma, se for para aumentar o valor previdenciário do povão sempre terá meu apoio. Se for aumentar a idade para se aposentar com objetivos não previdenciários, é mais uma vez fazer o errado da forma errada.

3 - Para combater a rotatividade, a sugestão é substituir o "prêmio" na demissão (multa de 40% do FGTS, etc) por estímulos à permanência do emprego.

Chutando a lata diz:

Malandragem, já não sei mesmo o que os campineiros e zapateiros aprenderam de Marx. Se tem algo que gosto do Marx e seu marxismo é a tal da luta de classes. Eu sou proleta, malandragem. A multa de 40% é paga apenas quando o trabalhador é demitido sem justa causa. Essa é a regra do jogo. Como os neoclássicos, tardiamente, constataram, a massa salarial e o emprego formal só aumentaram quando regras trabalhistas foram implantadas. Estamos , nesse Brasil onde capitalismo bom só se dá em cima do trabalhador, regredindo, sem sombra de dúvidas, as rendas e aspirações da plebe rude. Claro, a produtividade é a chave do salário, senão venceriamos o desemprego por decreto. Naturalmente, existe um limite para essas regras, bem como considerações sobre incentivos e malandragens. Para piorar o caldo teórico, ainda temos que considerar os elementos de cultura que borram nossas vidas com códigos morais e éticos, assentando nosso comportamento mundano. Mas só agora lá nos States é que os neoclássicos estão dando a atenção merecida para as tais das instituições, até mesmo porque a turma de professores economistas liberais só fica satisfeita e moderada depois de obter a sua estabilidade no emprego; a bendida "tenure". Assim, existem limites para as boas regras, mas elas são essenciais. Mudá-las para pior, por quê? Só você é que acha que o trabalhador é o culpado pela estagnação e pobreza do Brasil. Tem que mudar o modelo.

Vá lá no meu post inicial e aprenda do meu modelo o básico, pois o seu já joguei no lixo que com certeza é para onde provavelmente mandará o meu também. Ficamos, então deste jeito: você não me liga e nem eu lhe telefono.

Para terminar o colóquio trabalhista, pode ai gente boa me dizer o que seriam estimulos à permanência no emprego? Eu sempre pensei que isso seria uma questão de fórum intimo das empresas e dos empresários, tendo como porrete o prejuízo que ninguém gosta de amargar!

Previdenciária: Por Fábio Giambiagi

1- Adoção de idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição, com diminuição gradual da diferença entre homens e mulheres.

Chutando a lata diz:

humm humm.

2- Ampliação gradual do limite mínimo de idade para aposentadoria de funcionários públicos - hoje de 65 e 60 anos - inicialmente para 65 e 61 anos.

Chutando a lata diz:

Primeiro deixo registrado a definição de patife:desavergonhado, canalha, velhaco, bargante, desaforado, maroto (ô para não deixar dúvidas), brejeiro.

Gente fina que não é de Brás de Pina, a sua aposentadoria, nem precisa falar, é a dos funcionários públicos que é dez a vinte vezes melhor do que a do resto; literalmente resto. Unificá-las não é o x da questão, exatamente porque, em prova objetiva de minha tese sobre você, se A for B e se C for D, onde mesmo é que você colocaria o x? Não precisa dizer, que eu sei. Se tiver resposta cretina, use seu blog!

3- Mudança na regra de aposentadoria no meio rural, com gradual aproximação entre os limites de homens e mulheres.

Chutando a lata diz:

Se forem apenas essas as mudanças, deixa pra lá até porque a turma rural fica na lide até morrer - doença de chagas, malária e o escambau!

4- Mudanças no cálculo das pensões do INSS, dos atuais 100% para 60%, mais 20% por filho menor até o limite de dois.

Chutando a lata diz:

Regra genial, achada na caça do carvallho pinto que bate palmas e depois lava as mãos. Malandragem, a previdência dos pobres lhe manda um recado curto e grosso: vá para os quintos dos infernos. Comece com essa mudança pela aposentadoria dos servidores públicos. Vão dizer que sou um temperamental, desajustado. Para contrariá-los, vou fornecer a resposta lógica. Se o ponto é o valor das aposentadorias, vamos mexer no ponto, não nas beiradas. Espero não estar conversando com um desajustado sexualmente convertido a uma dessas religiões evangélicas com horário cheio na TV que nunca chega ao ponto quando trata de desajustados ou pervertidos sexualmente. Se for esse o caso perdido, azar o seu.

5- Aumento da exigência contributiva de quem se aposenta por idade.

Chutando a lata diz:

E na bandinha não toca nada não? Afinal, qual a contrapartida?

6- Elevação da idade mínima para recebimento de benefícios da LOAS (aposentadoria por velhice)

Chutando a lata diz:

O cara fez os cálculos e o escambau e não chegou a conclusão óbvia que sua conta mostra: aposentadoria é um problema insanável!

Em outra oportunidade, deitarei falação econômica sobre previdência como política pública que veio para ficar e quais os seus fundamentos teóricos. A desse cretino é que nos não a merecemos. Mas a dele e de sua turma é boa paca, até porque não produz nada de útil, ganha um baita de um salário do marajá e uma preivdência milionária. Patifes do setor público, uni-vos porque quero pegá-los.

Tributária: Por Francisco Dornelles e José Roberto Afonso

1- Na etapa inicial, a idéia é aproveitar o atual arcabouço constitucional para desonerar exportaçoes, investimentos produtivos e folha salarial.

Chutando a lata diz:

Essa é a reforma tributária dos homi. Todas as benesses para os empresários e ferro nos trabalhadores. Os cariocas elegeram esse babaca, fazer o quê? Ele fala em redução de impostos, logo pouco se lixa para o financiamento dos gastos públicos? Errado! Ele acha ótimo a redução de custeio, até porque o serviço de saúde, como diz o Lulla, é ótimo e poderia ser um pouquinho ruim.

2- Na segunda etapa, seria então redesenhado o capítulo do sistema tributário da Constituição, com racionalização e simplificação da cobrança de tributos.

Chutando a lata diz:

O homi quer mudar a Constituição. Fico me perguntando: como os caras de Honduras conseguiram botar na sua Constituição aquelas condições para chutar presidente, caso ele mexesse nos itens sagrados constitucionais. Aqui, eu me lembro, o centrão ganhou todas. Já não estaria de bom tamanho para eles? O que mais querem? Eles ainda têm a tal das MPs (muita putaria) e alteram o que querem, de tal forma o que está errado está grafado nas leis! Em relação aos tributos, todos sabemos que quanto menos melhor. Quanto mais simplficado melhor. Mas o que o homi quer mesmo é mexer na Constituição, provavelmente com acordo de líderes, feitos nos bastidores, na calada da noite do Piantella, para acabar de afundá-la no caos jurídico que vivemos desde a ditadura militar de 1964.

Se você não gostou do que disse, não deixe de ir ao PROCON, com meus votos de vá se danar!



Comentários

  1. Chutou a lata, o cachorro, o dono do cachorro e mais alguem.

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  2. Augusto Freitas07 outubro, 2009

    Excelente crítica, professor. Gostaria que o Sr. me esclarecesse umas dúvidas: veículos canalhas de mídia no Brasil existem vários e o alcance deles é enorme, existe algum competente? Realmente todos estão a serviço do poder?

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  3. Olha Augusto, eu acho que os nossos jornais são bons pacas. Veja o O Globo. Um espetáculo de jornal. Lá encontro o Joao Ubaldo, o nélson mota e tantos outros articulistas ou simplesmente jornalistas. Existem aqueles que não gosto e por isso não vou citá-los. A distinção que faço é entre o editorial dos jornais - invariavelmente uma bosta - e o resto do jornal.

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  4. Augusto Freitas08 outubro, 2009

    Também gosto muito do O Globo. Mas tem a desgraça do Estado de São Paulo, o comuna do Frei Betto falando merda no Correio Braziliense, os fortes grupos econômicos mandando ver no Valor Econômico e por aí vai.

    A pergunta foi motivada, também, por histórias como a que segue no link abaixo. A jornalista Salete Lemos foi demitida por falar a verdade em uma das poucas vezes que eu pude ver alguém falando abertamente sobre a pouca vergonha dos banqueiros.

    http://www.youtube.com/watch?v=XLyXHQDinvQ

    Assistam ao vídeo, vale a pena.

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  5. Augusto Freitas08 outubro, 2009

    Sem contar o jornalismo canalha praticado pela Revista Veja.

    http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=4327

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  6. Augusto Freitas09 outubro, 2009

    E o O Globo também não fica pra trás quando o assunto é trabalhar para o poder.

    http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=4335

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  7. Que isso Augusto!!!

    Falando do Frei Bett. Pô o cara escreve bem pacas...

    Quanto ao restante da critica, acho sim pertinete.

    Marcos Paulo

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  8. Grande Marcão,

    Estou acompanhando o blog, não concordo com tudo mas ainda não tinha pensado em nada para escrever. Concordo com tua opinião a respeito dos jornais, sem esta de jornal de lá e jornal de cá, a maioria dos jornais oferece vários tipos de opinião, é só escolher o que vai ler. O mesmo se aplica as revistas e as redes de TV.

    Abraço,

    Roberto

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  9. Alo Roberto, muito bom tê-lo aqui no blogão do Marcão. Não deixe de chutar a lata, mas também não deixe de verificar as regras do jogo.

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