Aproveitando a onda da estupidez, falo de outro estúpido.


Como falei de um estúpido no post anterior, falarei de outro, resgatando uma entrevista naturalmente estúpida dada há mais de um ano e que não sabia bem o que fazer com ela. Pronto, agora, está nas nuvens.


O que você pode dizer sobre um cara que fala o seguinte: “a psicologia é fundamental na análise macroeconômica, porque, em última instância, os economistas analisam o comportamento do consumidor e dos investidores. Então a Psicologia é fundamental.” Deu no O Globo de 8/6/08. De cara, para quem tá por fora, digo logo: macroeconomia não tem nada que ver com o comportamento do consumidor. Pelo menos a macro que o entrevistado imagina conhecer e que justifica bancos centrais. Claro, eu e muitos entendemos que macro é micro, mas isso é detalhe à parte. Até porque, mesmo sendo assunto de macro o comportamento do consumidor e do investidor, não há nada de psicologia na teoria econômica. Se tivesse, seríamos psicólogos que como poucos sabem nem ciência é. Quem ainda acha que as mamadas que demos em seios celestiais e volumosos de nossas mães, em infância angelical, despertou-nos para a perversidade sexual sem limites? Todos temos é saudades de tempos que não voltam e procuramos usar os seios à nossa disposição da maneira mais indecente (ou não) possível, para irritação de mamilos sensíveis. Muitos, não sei precisar a razão, mantém medo e distância do pai. Mas acho que isso é outra história e não deve ter nada que ver com a mãe (desses). Voltando a falta de psicologia em economia, lhes afianço, blogueiros amigos, que o que se procura é estabelecer os limites da racionalidade em coisas básicas, como se sabemos de fato contar, escolher e até reconhecer que poderemos muitas vezes ficar indecisos ou indiferentes com nossas escolhas (arrependido não interessa, porque, se a escolha foi mal feita, pode ter certeza que tem custo para reverter a decisão). O fim nobre é manter a racionalidade na análise. A racionalidade que, dado os limites óbvios, apelidamos de racionalidade econômica. Além de tudo, comportamento de doido é comportamento de doido. Nada se pode fazer para evitá-lo, já que só doido poderia prevê-lo e em doido ninguém quer confiar. Isso vale para o neurótico, neurastênico e congêneres psicológicos (fique sempre de olho nos cacoetes dos maluquetes). Por isso lhes digo, prezado amigo e toda a turma do blog, aquele cara que acima citei e disse que o mesmo falara tal e tal sobre psicologia e economia é o nosso presidente do banco central (que coisa!!!). Cabe ainda reparar que a entrevista foi feita sob a condição de não se falar em economia; o que parece foi cumprida à risca.


Comentários

  1. Você só não pode negar que o homem é mais esperto do que você.

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  2. Caro anônimo, concordo com você. Mas o ponto não é esse. O que gostaria de ver é um mundo com o mínimo de coerência, em que o mérito e não a malandragem fosse o quesito para se ter sucesso profissional. Por isso, desprezo esses patifes, que vêm lá dos sindicatos e maçonarias, que estão no topo da administração pública. Eles topam ceder tudo. Compram bancos falidos para garantir uma boa aposentadoria. Topam mutilar as leis para atender interesses marotos. Se tiverem que entregar a mulher, a filha e o escambau, entregam. Estes homens não me servem como exemplo. Se você os inveja, a escolha pelo seu destino já está feita, tal qual fiz a minha. Espero que esteja errado em muitas avaliações pessoais para não ficar só num mundo pagão.

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  3. nao sei quem é o entrevistado e nem quem é o anonimo, mas gostei. O que tem de maluco (ou burro mesmo) dizendo que "no fundo tudo é psicológico" pra justificar o fim apocalipticos da teoria (neoclassica, mainstream, etc) economica por aí...

    se "no fundo, tudo é piscológico", entao...ah, chutei a lata tambem: dolar otimo em 1.45! :)

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  4. Augusto Freitas20 novembro, 2009

    Qual modelo econômico ele estudou? Nos que já vi até hoje jamais apareceu a variável "Psicologia Humana".

    Pro inferno, Henrique Meireles!

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  5. "Quem ainda acha que as mamadas que demos em seios celestiais e volumosos de nossas mães, em infância angelical, despertou-nos para a perversidade sexual sem limites?"

    Kkkkk!!!

    Professor vc é um craque na escrita!

    É um campo instigante. Será que o que ele queria falar não era de economia comportamental.

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