Leitor digital Kindle chuta a lata

A notícia é simplesmente esta: desde o dia 19, usuários de mais de cem países podem adquirir o novo Kindle, um aparelho popular de leitura digital, ao preço de US$ 270 (cerca de R$ 480) e ter acesso a um catalogo de 350 mil títulos à venda. No Brasil, porém, o preço final do Kindle será de US$ 585 (R$ 1.030), incluindo o imposto de importação e o frete.

Você, seu trouxa e idiota que apoia as políticas de proteção tarifária, em nome de uma política industrial cretina, paga até pelo que não sabemos produzir. Com esse preço, se as mudanças tecnológicas não forem frequentes e rápidas, logo logo aparecerão os nossos "genuínos empresários", criados no sindicalismo ou na maçonaria, produzindo os nossos Kindlers que certamente virão da China ou quem sabe da Índia, passando por São Paulo ou Rio para receber uma embalagem porreta e um carimbo espetacular: Made in Brazil e seguirá direto para Manaus, berço da indústria nascente e carente e muito da contraproducente, para fins de enquadramento à legislação de proteção à indústria nacional. De lá, voltam para o resto do país, devidamente empacotados e rotulados, para venda ao público otário que ainda fica feliz da vida, pelo consumo de coisas chiquitas bacanas das estranjas. A racionalidade financeira tupiniquim, sem registro na moderna teoria das finanças, é de que a prestação tem que caber no orçamento. Se o orçamento encolher, com certeza vamos cair no SPC. Com isso, não conseguiremos jamais saber o quanto estão nos cobrando de agiotagem.

Para mostrar o meu apreço aos índios do Norte do Brasil, para não deixá-los isolados caso sucumba, dada a minha presente macumba, a indústria pirata de Manaus, adianto e faço valer para todos os fins que estou a favor da demarcação indigena, porque eles ganhariam muito mais pela definição de que são os donos dos rios, das terras e quem sabe do ar do que com essa cidadania da motocicleta de baixa cilindrada. Dar-lhes essa cidadania mequetrefe de montadores do que não se fabrica é apenas manter o ambiente da estagnação e retrocesso, enriquecendo apenas os proxenetas e cafetas criados em outras zonas.

Não se trata de uma questão específica. O nosso isolamento é geral. Cito outro exemplo amalucado de que só poderemos importar com preço nas alturas. Trata-se da importação do carro elétrico que custaria cerca de R$ 20 mil, se não houvesse o pedágio proxeneta. Tem 35% de imposto de importação que elevaria o preço do carro para R$ 27 mil. Mais tem ainda 25% de IPI que elevaria o preço para R$ 34 mil. Apesar de tudo isso, ainda fazem o preço chegar a R$ 55 mil. Sei lá como.

Não vamos deixar de ver exemplos aos montes, mostrando o isolamento a que estão sujeitando o povo brasileiro. Com isso, temos que fazer a pirataria mais chinfrim que é clonar os nossos cantores que gostam mais de farrear do que cantar. Sem as importações de produtos gerais, principalmente os tais dos supérfluos, não podemos obter informações tecnológicas básicas, pois não ficaríamos sabendo o que é bom e muito bom em termos de produtos.

Para encerrar o texto, lembro da questão da padronização das tomadas, com a desculpa malandra de segurança, e vão nos impedir de importar qualquer produto ou eletrodoméstico que não tenha a tomada brasileira. Nem adaptador poderemos ter. Com isso, temo que ficaremos definitivamente desconectados do mundo desenvolvido e só nos restará mesmo é ficar com as quinquilharias que já nos acostumamos, fazendo a matemática financeira elementar do enquadramento ao orçamento. Se estão nos roubando, já não importa mais.



Comentários

  1. Marcus Carvalho09 novembro, 2009

    Toda vêz que vou aos EUA eu fico intrigado de como as coisas no Brasil são caras. Apenas impostos não explicam a diferença. Brinquedos, por exemplo, podem custar 4 vezes mais no Brasil. Automóveis são outro exemplo. Um Ford Fusion que custa quase 100 mil (completo) no Brasil custa uns 50 mil nos EUA, levando em consideração que o modelo "Básico" lá vem com câmbio automático e outras coisas mais. Brasileiro ainda aceita comprar carros da Volks que não tem nada só por causa do "valor de revenda".

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  2. Marcus Carvalho, você foi no ponto: Brasileiro ainda aceita comprar carros da Volks que não tem nada só por causa do "valor de revenda". Quer dizer, brasileiro aceita bosta!

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  3. Augusto Freitas12 novembro, 2009

    "Brasil: ame-o ou deixe-o!"

    Quem disse que a ditadura acabou? Nem a militar é página virada (todos os milicos criminosos tem que ser julgados, anistia é o cacete), ainda mais as outras?

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  4. Augusto Freitas12 novembro, 2009

    Ouvi em algum lugar que pode ser aprovada uma Lei que impõe aos recém formados em qualquer especialidade ligada a saúde serão obrigados a cumprir um ano de serviço militar.

    Vou pesquisar a respeito desse absurdo pra comentá-lo melhor aqui. Se alguém já estiver informado, pode adiantar o processo.

    Abraços.

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