O Feminismo e sua racionalidade masculina.



Não há nada mais masculino que o feminismo. Falo isso com a certeza de que, nós homens, estamos hoje muitíssimos mais felizes do que as mulheres. Vejo, pelas ruas, homens em bando, muito dos solteiros. Soltos e livres, comemorando com alegria a independência feminina. Já as mulheres, numa tentativa acanhada de se reposicionar no mundo machista, saem na balada pra beijar. Talvez seja a continuidade da revolução feminina na versão infantil ou infanto-juvenil. O pior é que muitos pais tantãs já acham tudo isso normal, mesmo com as filhas e filhos retardando a velhice natural pela ausência notória de netos em muitos lares tradicionais.

Fico me perguntando: como elas, seres muito inteligentes e espertas, conseguiram cair nessa armadilha. Pior. Não reconhecem, tal qual a vítima diante do algoz urbano, que perderam. Tem muitas ainda que, assentadas numa pseudociência, a tal da psicologia freudiana, criada por um tarado confesso e irrecuperável, também se confessam perdidas. Na minha aritmética infantil da psicologia humana, trabalho uma argumentação simplória. Elas, as mulheres avançadas e modernas, que se achavam mais espertas do que a maioria das mulheres caretas, traídas por uma racionalidade estritamente contábil das vantagens pecuniárias das mercadorias capitalistas, trataram de escancarar em puríssima farra, acreditando na lorota de que se deu pra um poderia dar pra mais do que um, em versão malandra de intelectuais espertos da máxima mundana de que, se deu pro outro, tem que dar pra mim. Nós, os homens, adoramos. Ganhamos e elas perderam.

Para mostrar o caráter boboca dessa tese feminista, vamos às contas. Na minha adolescência, os rapazes considerados bonitos tinham um leque de opções. O problema é que, feita a escolha, esta seria única, pois o objeto último do desejo masculino estava guardado a sete chaves. Assim, a lógica casamenteira era certa, com as chamadas galinhas ciscando às escondidas ou aceitando o rebaixamento natural na hierarquia do par perfeito. Se a assim chamada galinha era bonita, neste mundo machista e perfeito, o seu par já não seria o bonito. Talvez o baixinho ou o narigudo ou qualquer defeito outro tal qual o preconceito que, surgindo sem ninguém saber de onde e com endereço certo para estacionar, arranjamos do nada, quando queremos excluir. Mas como seria a contabilidade sexual nesse mundo feminista?

A conta é simples. Como o sexo corre frouxo, as bonitas caem logo nas garras dos bonitões,e as feinhas continuam nas garras dos feinhos. Mas isso, só no primeiro instante. Uma vez que as mulheres foram programadas para procriar, o instinto materno não se pode sufocar nem com tanta felicidade aparente e fugaz. Se os feinhos não sofrem de um ciúme doentio que não se pode disfarçar e são por demais tímidos, aceitam prazerosamente as bonitinhas muito da rodadas, de pneu careca e muitas vezes sem sobressalente, pois já não são mais tão apreciadas pelos sortudos da natureza. Neste mundo avançado do feminismo moderno, não se pode cogitar que os bonitões sejam preconceituosos, pois simplesmente a fila anda. Enfim, uma seqüência de empurra ladeira abaixo, na hierarquia muito natural do par perfeito, podendo até retardar o casamento certo de quem não teria a mínima opção de melhorar, em passado recente, sua genética herdada, vai gerando uma cadeia de arranjos aleatórios, criando uma dinâmica demográfica difícil de precisar. Já não sabemos mais qual a idade certa pra se casar! Enfim, as bonitas se desvalorizaram. Já as feias, tadinhas, o seu dilema é sem fim! Para piorar esse feminismo esquisito, muitas mulheres, além de botar grana em casa, ainda continuam com as tarefas caseiras que nós brasileiros, verdadeiros e legítimos tupiniquins, sabemos bem que está latente e impregnado em nosso DNA indígena. Assim, ainda gostamos de caçar e elas aceitam cozinhar, cuidar da casa e lavar roupas.

O que não é uma boa teoria. Euzinho, aqui, já na idade pra ser avô e nada de netos, pouco posso fazer para mudar esse estado de coisas. Embora fique um tanto perturbado, porque meu filho vai pouco para as baladas e minha filha, já com trinta, pouco quer sair também para as festas, sei que são os tempos modernos a ditar moda amalucada. A diferença notória é que meu filho está sempre cantando e de cara alegre que só muda quando faço minhas reclamações habituais. Já a minha filha, a cara de tristinha é uma constante, e só não me machuca tanto, porque não mora comigo. Penso até em lhe arranjar um casamento. Infelizmente, aqui não temos essa prática milenar de arranjar os casamentos pros filhos. De qualquer sorte, tenho bem esclarecido o por quê de se ter tanto cara feio se arranjando com mulher bonita e já não poderei estranhar se aparecer um genro aquém das minhas expectativas. No meu tempo, o par perfeito era mais óbvio. Para piorar a vida das mulheres, inventaram o tal do Viagra. As avós, coitadas, nem os netos podem ter mais!








Comentários

  1. Você um machista muito do .....

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  2. Ao anônimo respondo: não estou preocupado com o que você pensa ao meu respeito. Só fico curioso sobre sua avaliação da teoria exposta e em que lado está. Pelo que pude perceber, concorda comigo: as mulheres perderam!

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  3. Augusto Freitas17 novembro, 2009

    Não sei se era diferente antigamente (acredito que não), mas hoje bonito é quem tem grana.

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  4. Fascinante diz:

    Vc é até bem articulado. Ma está com problemas em encontrar uma mulher bonita, conforme a sua teoria pseudo-intelectual superficialista e inglória!´Está precisando, não só de uma mulher bem gostOSA, mas inteligente e perspicaz para te fazer gozar só de ouví-la!
    Hoje estou sem tempo pra falar umas poucas, mas reservarei um espaço no meu maravilhoso tempo para dizer como realmente se descreve o universo feminino (não feminista, entenderá) por dentro. Aguarde!

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  5. Anônimo Fascinante, manda bala, pois o espaço tá liberado para sua afirmação verdadeiramente feminista.Mas não esqueça de confirmar se é mais feliz hoje do que ontem, tal qual sou e vejo isso claro em meus filhos.

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  6. Augusto Damião disse...

    Sê Marco! Assaz cogitável suas representações. É sabido que se fala muito hoje que as mulheres estão muito devassas. Os antigos falam: “Na minha época não erra assim”. É pilhérico perceber que na verdade essa devassidão sempre ocorreu, contudo o que vislumbro é que em hodierno essa libertinagem está mais aparente devido à televisão. A instantaneidade da informação trouxe isso! Engraçado outrossim é que quando o homem pega 5, 10, 20... mulheres esse ato não é tão objurgado (será porquê?), enquanto se isso ocorre com uma mulher, aí sim vem total objurgação. Consoante minha tese, isso ocorre porque a imagem da “mulher feminina” é tida com muito sensível, já o homem é brutalidade. O que é comumente verossímil !!! Um exemplo é a ingestão de álcool, quando um homem peja o estômago com álcool, não se fala muito, enquanto ´com a mulher, ocorre sempre os comentários: Ela é uma pinguça, mequetrefe. Desabo numa casquinada! Há,há,há. Pimpem, pimpem, vivamos os lados dionisíacos e apolíneos da vida. Ao contrário soçobraríamos em frenopatia.

    Obs: Sê é senhor.

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  7. José Kleber disse... (em relação a este e outros artigos)

    Fundar um Blog é instalar um farol?

    Com efeito, qual é o destino de um farol?

    Alertar sobre um perigo o navio que singra os mares, ou nortear-lhe a rota a seguir. Assim o Blog. Mostra ao povo os perigos que ameaçam ao mesmo tempo em que o aconselha na orientação a seguir.

    Abstração é o que não falta em relação ao que fazer com os mequetrefes. Então me pergunto: o que falta em nós para dar cabo aos infortúnios que assolam esta sôfrega nação?

    Valendo 1 ponto:

    1 - ( ) Recursos.
    2 - ( ) Coragem.
    3 - ( ) União.
    4 - ( ) Os itens 1, 2 e 3.
    5 - ( ) Não falta nada, pois foi, é e sempre será Casa Grande & Senzala.

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  8. Alo Kleber, lhe garanto que não existe uma resposta fácil. O que importa em primeiro lugar é que se tenha uma orientação adequada, pois sempre é melhor saber do que não saber (exceto talvez, em casos amorosos).Em segundo lugar, temos que ter uma turma, mesmo sabendo que ela poderá estar repleta de traidores. Por isso, se fizer algo, não espere ajuda de ninguém, para não ter decepção boba. A solidariedade é e deverá ser sempre espontânea e livre. Jamais imposta, como imaginam os socialistas de alma pequena.

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