O presidente da ABIMAQ entrega o jogo

O presidente da ABIMAQ entrega o jogo, falando da desindustrialização brasileira. Ele diz que “uma associada há cinco anos teve que demitir 400 dos seus 500 funcionários e hoje importa máquinas da China para vender no mercado nacional, com placa produzida com seu nome e manual em português, por absoluta falta de opção”. Ele, o atual Presidente, quer uma normatização, em nome de uma política industrial, proibindo esse tipo de importação. E argumenta que, com impostos nas alturas, câmbio elevado e outras coisas que não cita, mas deve ter o rótulo de custo Brasil, nem empresário chinês sobrevive aqui.

Trata-se de uma falácia. O fato é que o tal do processo de substituição de importação não frutificou e há muito que já foi pro beleléu. Não conseguimos substituir patavina. A razão é simples: o funcionamento do modelo casa grande & Senzala levou à destruição do ensino, principalmente do ensino técnico. Levou também à criação de empresários mandrakes que conseguem todos os tipos de benesses no BNDES, Banco do Brasil e outros esquemas. Fizeram todo o tipo de controle de preços na economia (leiam Simonsen, Delfim Neto, Reis Veloso, Campos, Bulhões, com a bênção do Gudin). Enfim conseguiram promover uma economia cartorial. O tal do mercado sobra para os trabalhadores sem qualificação e padeiros em geral. Agora, querem os malandros estabelecer o monopólio da importação, comprando tudo dos chineses (vendem porcarias, que cabem exatamente na renda do brasileiro), apenas produzindo o rótulo feito no Brasil. Somos uns analfabetos funcionais.

Boto a carta do mocinho, como prova do dito, sabendo que tudo ficará como o dito pelo não dito.


ELEIÇÕES: EM QUEM VOTAR?

3/03/2010

O papel de uma entidade de classe como a ABIMAQ é de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social de um País, na medida em que ela aglutina interesses comuns e de certa forma acaba se tornando um agente formador de opinião, seja em um universo diretamente relacionado, como é o caso da comunidade de fabricantes de máquinas ou em sua esfera de influência, no caso toda a cadeia envolvida no processo produtivo, e a própria imprensa que nos ouve em todos os momentos.

Assim, assumir uma posição favorável ao candidato A, B ou C é uma postura que envolve não apenas ideologia, mas também uma análise profunda das repercussões de tal escolha, no curto, médio e longo prazo.

Para isso, gostaríamos de solicitar aos associados que nos ajudem na tarefa de selecionar as melhores opções para o mercado de máquinas e equipamentos em particular, e para o País de um modo geral.

Este ano vamos nos engajar na tarefa de análise e reflexão de todos os candidatos envolvidos no processo eleitoral, inclusive, convidando-os ao debate dentro da nossa entidade, para que possamos posicioná-los sobre as nossas reais necessidades e ouvir de cada um deles sobre qual a sua proposta de política industrial para o nosso setor.

Nesse momento eleitoral é importante que tenhamos a oportunidade de passar aos candidatos, antes de formalizar o nosso apoio, quais são as nossas prioridades e, principalmente, o que o novo governo poderá fazer no sentido de evitar a decretação do fim da indústria nacional, revertendo o quadro de desindustrialização que se instalou no país.

Essa é uma tarefa afeta à formulação de uma política industrial que contemple a normatização da entrada de máquinas produzidas fora do País, disciplinando esse processo, tomando por base o princípio de que para nos tornarmos um País rico e forte, temos que ter um setor de bens de capital desenvolvido.

Precisamos passar aos candidatos e ouvir deles quais as propostas para a falta de isonomia que a indústria brasileira enfrenta em relação às máquinas importadas, que estão tomando conta do mercado nacional. Costumo sempre dizer que um empresário chinês jamais teria a mesma competitividade que possui se viesse produzir no Brasil, enfrentando as mesmas dificuldades que o empresário brasileiro (carga tributária, juros altos, câmbio, etc.).

Este mês tivemos um acontecimento que nos deixou profundamente tristes e preocupados com o destino da indústria de máquinas e equipamentos instalada no País.

A ABIMAQ foi procurada por uma associada que há cinco anos teve que demitir 400 dos seus 500 funcionários e hoje importa máquinas da China para vender no mercado nacional, com placa produzida com seu nome e manual em português, por absoluta falta de opção. Ou ela fazia isso ou fechava as portas.

Esse fato deve estar acontecendo com muitas empresas do nosso setor, desempregando mão-de-obra nacional e gerando empregos e riqueza no exterior. Dessa forma, precisamos nos mobilizar no sentido de trazermos os candidatos para dentro da nossa entidade e apoiarmos aquele que oferecer a melhor plataforma para o nosso setor.

Mas para isso precisamos do apoio de todas as associadas, para fazer chegar a todo o País um alerta contra o processo de desindustrialização de que estamos sendo vítimas, não só a indústria de máquinas e equipamentos, mas o País como um todo. E esse alerta deve ser compartilhado por todos os setores da sociedade civil organizada para que possamos, através de uma única voz, tentar apontar um caminho para interrupção desse processo, que na prática pode significar a falência da indústria nesse País.

Precisamos de mudanças rápidas. Necessitamos de medidas que compensem as dificuldades que nos são impostas e esse ano será decisivo para a implantação de uma política industrial que atenda aos nossos interesses. E o candidato que tiver sensibilidade para isso, para criar uma política de desenvolvimento para o País com base no setor propulsor de qualquer desenvolvimento, que é o de máquinas e equipamentos, terá o nosso apoio.


Luiz Aubert Neto

Presidente



Comentários

  1. Por que o cretino não diz que se não fosse o BNDES não existiria mais sequer uma empresa das associadas? Porque se o governo toma dele por meio de "carga tributária alta, juros altos, câmbio e etc.", dá em dobro via BNDES!

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