Lembrando de Mandela e o apartheid

Não é de hoje que a rebeldia dos jovens brasileiros não encontra os canais adequados para a transformação do mundo, como sói acontecer pelo mundo afora. A rebeldia é a marca certa de mudanças porvir. Não posso esquecer de uma sublime lição política de Mandela. Ainda na cadeia, quando acuado pela elite sul-africana para renegar a violência como forma libertária legitima, disse em bom tom: “ ... não posso negociar com os algozes que me julgaram”. Um preso só tem o direito da pena.

Quando me defronto com os jovens de classe média baixa ou mesmo com aqueles que se encontram entre a linha da pobreza e da cidadania, vejo que a sua contestação não encontra um espaço político adequado para que sua adrenalina jovial possa explodir em boa rebeldia. Como é notório, todos os partidos políticos estão loteados, com dono e siglas carimbados. Isso sem falar da inexistência de um líder político decente. Com a estatura moral e ética de um Mandela, esqueçamos! Da política tupiniquim , portanto, pouco se pode esperar para o reencontro dos menos afortunados com as boas políticas. Com o rastro das políticas de exclusão e da baixa qualidade do ensino público que premia o aluno analfabeto com diploma, as oportunidades não podem brotar. Para estes futuros cidadãos desamparados, infelizmente, a sua forma de contestação artística não consegue ultrapassar as configurações arcaicas de superação da pobreza, ilustrada pelo futebol ou pela música. Pelo contrário, piora. Temos, em profusão de tribos, os pichadores reles que não alcançam a plasticidade sequer dos grafiteiros os mais primitivos. Com certeza, fazem um estrago ímpar. Como a ordem jurídica é caótica, a situação estética das cidades, com o tempo, só se agravará.

Mas se isso é verdade, no mínimo, acalmo minha´lma que em dobro do malfeito desejava como castigo a esses artistas soturnos. Talvez, com tintas pesadas escrevam em nossos monumentos, em reluzentes sinais enigmáticos, que o país naufraga em mar revolto, em mensagem cifrada do mal completo a anunciar o iceberg desprendido nos recantos das grandes cidades, pronto para por a pique a nau perdida. Se você estiver na proa, abra os braços e tente, Ícaros de todos os gêneros, o vôo dos anjos.



Comentários

  1. E ai, da Lata? Nao sei o que acontece nestes blogs que a contagem de comentarios nao reflete a realidade. Postei resposta ao seu ha' horas atras. Sobre a AS, Mandela foi o Ghandi dos tempos modernos. Veja a diferenca entre seu pais e a Rodesia, onde a politica de confrontacao do Mugabe botou tudo a perder.

    Abracao


    Kleber S.

    ResponderExcluir
  2. OFF TOPIC!!!

    Professor,

    Veja a escorregada do SERRA.

    http://www.youtube.com/watch?v=UiRNvK95438

    NÃO DEIXEM DE VER O VÍDEO.

    Uma sala de aula tem 37 alunos, dos quais 17 são meninas. Qual a porcentagem de meninas na sala de aula?

    Pelos cálculos de José Serra do PSDB, ex-governador do estado de São Paulo e candidato a presidente da república em 2010, deu 48. (agora sei por que São Paulo estagnou!).
    O italianinho mafioso, velhote e careca, não sabe fazer um simples cálculo de porcentagem e diz que é competente e que tem curso superior completo em economia.

    Resolvendo o tão difícil cálculo para o político medíocre do PSDB de São Paulo:
    17 dividido por 37 é igual a 0,4594...
    0,4594 vezes 100 = 45,94%, ou seja, aproximadamente 46% dos alunos são meninas.

    Esse velho malandro quer ser presidente do Brasil ganhando de Dilma Rousseff do PT?????

    Fala sério! Cadê o diploma de curso superior dele? Porque ele não mostra?
    Esse malandro jamais terá o meu voto.

    Quarta-feira, 2 de junho de 2010

    Pedro R. Lima, professor

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas