Bruno - o homem de corpo grande e cabeça pequena

Não há sombra de dúvidas de que o assunto Bruno é tenebroso. Será que é surpreendente? Não! Totalmente previsível. O que espero do meu discurso? Encontrar culpados. Todos somos culpados, isso não tenho dúvidas. Mas existem os que seriam os mais dos mais. O maiorial, claro, é Bruno. Quando me lembro de sua figura física, um homem grande e uma cabeça pequena, me vêm as idéias críticas. Era um crime anunciado. A menina, de cabeça igualmente vazia e pequena e de má fama, já alertara que estava em perigo, em estratégia arriscada de prosseguir com um plano mirabolante, quem sabe incentivada por exemplos midiáticos que ainda rondam nosso imaginário. Alertara a policia e a todos que eram próximos a Bruno e até mesmo os que jamais o viram. Tava na internet, tava na polícia e, portanto, toda a torcida do Flamengo já sabia da ameaça, inclusive a presidenta do Flamengo, uma mulher também de cabeça pequena.

É ela, a presidenta de cabeça pequena ou quem sabe sem cabeça, a culpada que quero perseguir, porque todos sabemos que Bruno é um infeliz, até quando a sorte lhe bate a porta em paternidade forçada. Bruno é vazio em tudo e não sabe andar com as próprias pernas. Naquela cabeça pequena de jogador de sucesso meteórico só cabia o embriagante sucesso e os valores de macho latino, como os cachorros que existem aos milhões a impor sua vontade às fêmeas frágeis. Naquela cabeça pequena, ao invés de ser remodelada, foi reforçada em sua bestialogia primitiva, em estímulo errado de capitão de time, numa direção totalmente equivocada, dando-lhe a certeza que seu comportamento destemperado teria valor. Quem foi o jerico ou jerica (sem saber se é possível) que lhe deu a faixa de capitão? Quem foi o jerico/a que não o puniu quando de suas primeiras tolices? E as segundas e as terceiras? Onde estava a cabeça pequena da presidenta do Flamengo que , enquanto o Brasil todo sabia da ameaça e da agressão de Bruno à Elisa, reforçava a esperança de que ele, Bruno, era um líder? Seria ela a tantã a não entender que um menino pobre, alçado a condição de ídolo, teria que vestir a camisa do cidadão e não a do aloprado ou o da criança mimada, como são os da Zona Sul que freqüentam o Clube do Flamengo? Quem falou ao ouvido do Bruno que sua conduta seria ilógica e totalmente irracional, mesmo em pequenos deslizes ? Que eu saiba, ninguém. Ao seu coração, tenho certo que ninguém o alcançaria. Havia tempo de salvar um menino pobre e sem valores de uma dor pior de todas: a da derrota secular que é o tempo que , provavelmente, amargará nas cadeias igualmente pobres do nosso país.

Não posso deixar de cobrar da presidenta do Flamengo sua parcela de responsabilidade. Ela não tem a experiência de uma dirigente de time grande. Se ela cair, não me importo. Quero até o seu impeachment. Estou simplesmente de saco cheio de profissional incompetente. Acho que estou sendo até generoso, porque tem dinheiro envolvido nisso. Estariam tentando dourar a pílula, empacotando o goleiro problemático num embrulho de luxo? Se isso também for possível, só reforça a tese que os estrangeiros têm do povo brasileiro: mulheres, sexo e AIDS. O que mais me importa é que o erro dessa presidenta teve conseqüências dramáticas. Talvez a besta humana que se apresenta hoje se revelasse igualmente feroz em outra oportunidade, quem saberá? O que sei é que o limite do homem humano e do homem animal é tênue e só a boa civilidade, em sua trajetória complexa e até ambígua, poderia por freios aos que cresceram puros dos valores cristãos. Não há saída para esse animal homem a não ser os bons valores. Quem não os tem, merece atenção redobrada, até porque qualquer um poderá ser sua vítima. Não sei o que de útil sairá desse episódio. O que sei é que quero ver os culpados purgando suas dívidas. Essa diretoria do Flamengo é simplesmente caótica e certamente tem uma parcela de culpa nesse episódio. Só quero deixar registrado meu protesto e torcer para que a torcida do flamengo repudie essa diretoria omissa e incompetente, já que a polícia, todos sabemos, só funciona quando a desgraça nos abate.

Fazendo um pequeno e fundamental adendo, embora desnecessário, conforme me confidenciou Castro Alves. Ei-lo: Lendo o Globo de hoje, percebi que existe mais um culpado: a juíza que negou proteçao à Elisa, alegando que casos eventuais não se enquadram na Lei Maria da Penha. ISSO É PRECONCEITO!

Fazendo o segundo adendo. Agora, vem a avó que não soube criar a filha, tal qual o pai que também é da mesma laia da tribo toda, pedir pensão. Talvez o melhor, segundo um amigo meu, fosse entregar a criança para adoção para não saber da existência de seus parentes, todos canalhas.

Fazendo o terceiro adendo. Mel Gibson bate na mulher e a ameaça matá-la. O que difere do caso Bruno? A tragédia anunciada será abortada. Ele já tem que prestar satisfação à justiça. País civilizado é outra coisa, embora os bandidos possam ser os mesmos!



Comentários

  1. Ambos foram crianças abandonadas, a culpa vai mais além, é também do modelo capitalista excludente que cria as condições para o golpe da barriga e a vingança pelo orgulho. O modelo capitalista premia jogadores semi-analfabetos e deixa migalhas para pesquisadores e cientistas, para donas de casa que cumprem dupla jornada e não tem tempo de cuidar dos seus filhos, cujos pais sumiram pais a fora.

    ResponderExcluir
  2. Pode até ser que o modelo capitalisa tenha alguma parcela de culpa, mas os de regime totalitário, como o socialismo, criam bestas antológicas como Stalin.

    ResponderExcluir
  3. Esqueci do parêntese.Fazer o quê?

    ResponderExcluir
  4. voyeg3r..comunista de merda...
    vai morar na China..

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas