Plínio de Arruda Sampaio – Ele é o cara!

O que não é uma democracia, até mesmo capenga? É a mesma coisa que uma economia de mercado, sob a batuta de mecanismos que garantam um ambiente competitivo de forma ampla e irrestrita, mesmo que com oligopólios e monopólios não naturais. Existem sempre saídas.

No debate político de hoje, tivemos a prova de que a democracia capenga pode ser valiosa. De onde veio a luz do fim do túnel? Pasmem, do socialismo tupiniquim, na pessoa de Plínio de Arruda Sampaio. Brasileiro de grandeza incomensurável. Foi dele que nos veio a esperança; algo fundamental que nos foi retirado pelos demais candidatos, inclusive a Marina que se mostra igualzinha aos demais, sobressalentes de um mesmo pneu velho e gasto. Plínio de Arruda Sampaio mostrou que o Brasil está dividido e que a saída não será sem traumas para os que oprimem os mais humildes e se valem de ardis os mais sórdidos para por o povo brasileiro no estado de miséria secular.

Foi ele quem disse claramente que temos que invadir o campo, pois sem lutas nada virá; até mesmo se for ele o eleito presidente da república. Está certíssimo. Campo produtivo é riqueza. Campo improdutivo é pobreza. Um líder só pode liderar, se houver povo que assim o queira. Foi ele quem falou claramente que a jornada de trabalho tem que mudar. Está ele de novo muito certo, pois sem boas referências não temos o padrão do que é bom. Não será o peleguismo que nos dará o rumo da negociação justa. Há de se ter participação ativa dos trabalhadores, já sabendo o que querem reivindicar nessa peleja da negociação entre patrões e trabalhadores. Se o mercado é de todo ruim, regras ad hoc nele para evitar a espoliação generalizada. Claro, depois desse teto a produtividade tem que ser o guia para aumentos justos de salários. Foi ele quem falou que a renda está se concentrando, apesar da subida dos pobres na pirâmide social. As coisas só não são piores, porque os funcionários públicos estão buscando à força seu quinhão nesta pilhagem generalizada que promovem os políticos em serviço de uma elite escravocrata. O lucro imposto na malandragem tem que ceder. Estou com ele. Foi ele quem tocou na questão da saúde pública de forma clara e definitiva: saúde socializada e portanto para todos. É um modelo que deu certo na Alemanha, na Inglaterra, na França e não existe nos Estados Unidos que hoje brigam para mudar o seu sistema de saúde privatizado e excludente. Está certíssimo. Não há como atender o pobre sem um sistema público de saúde socializado por completo.

Só falta que ele, Plínio de Arruda Sampaio, acredite que os economistas que estudaram em livros de reputação liberal apóiam suas propostas. É o tal do segundo teorema do bem estar que nos autoriza a acatar uma distribuição dos recursos de forma a se buscar uma alocação desses mesmos recursos não apenas de maneira eficiente, mas sobretudo equânime. Além disso, há de se evitar o crescimento do poder econômico que se dá fora do mercado competitivo. Estou com Plínio de Arruda Sampaio e não abro, mesmo em seu socialismo democrático.

Deixou ele, Plínio de Arruda Sampaio, de falar do fracasso do modelo de substituição de importações, aprofundado sem limites na ditadura militar, com o apoio da intelectualidade da esquerda, sendo Celso Furtado o ícone idolatrado, mesmo tendo sido execrado no passado pela esquerda (provavelmente a que sumiu do mapa). A tal da indústria naval é o exemplo caricato dessa política de favores, fora do mercado. Só conseguiram remontá-la com dinheiro público, importando quase a indústria por completo, gerando maior desemprego que antes. De fato, os recursos públicos desviados para montar esse esquema de enriquecimento de poucos seriam muito mais produtivos se fossem distribuídos aos mais carentes que tratariam de montar pequenos negócios pelo Brasil afora. Por tudo que vi hoje na Band, não posso deixar de expressar: Plínio de Arruda Sampaio é o cara.


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