Do Cotidiano brasileiro

Hoje, o Jornal O globo (para mim, um dos melhores jornais do Brasil, excetuando-se o seu editorial que retrata , não sei se naturalmente, o interesse do dono do jornal) fala de duas coisas importantes e que refletem o nosso dia a dia. A primeira é da concentração do orçamento público nas mãos das 4 irmãs (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão). Claro que isso é um absurdo, porque gera uma tremenda concentração de renda e estimulo para todo tipo de bandalheira. CPI do orçamento seria o caminho político. Mas interessa aos políticos? Eles são financiados por esse bando de quatro.

O outro assunto importante foi a reportagem com o gestor de fortunas suiço. Diz ele que ninguém pode bater o mercado (qualquer economista com o mínimo de treinamento sabe disso e está lá nos livros do Friedman). Assim, a melhor postura é ficar parado em sua posição (gestão passiva): compre ativos financeiros ou reais (ações, imóveis, etc.) e fique parado. Se você empregar a técnica de finanças básica, irá diversificar. De qualquer sorte, o investimento conservador não lhe dará grandes retornos. Mas qual a razão para a grande maioria das pessoas não ficarem paradas(gestão ativa)? Os bancos que inventam lorotas, incentivando a mudança constante de ativos em suas carteiras, e com isso faturam fábulas com comissões.

Isso deve servir como exemplo não só para os iniciantes, mas também para quem acha que pode inventar empregos, principalmente aos políticos que gostam de gastar a torto e a direito o dinheiro que não é deles em empreitadas de cunho privado. Ganhar dinheiro é difícil e tem que ser missão privada e jamais pública. O papel que o governo tem para estimular empregos resume-se apenas aos gastos sociais (educação, saneamento, saúde, segurança, previdência e poucas mais que a sociedade de fato elegeu como pública ou que se apresentem como bens públicos ou tenham um caráter público e que não são tantas assim, citando que aeroportos estariam nessa categoria). A medida política no campo econômico é de natureza modesta e está lá claramente nos manuais de microeconomia, encrostada nos dois famosos e pouco entendidos teoremas do bem estar: tornar a economia competitiva. Político que acha que pode dar uma de empresário, no fundo, acaba apenas enriquecendo um grupo de malandros. Todos sabemos que, errando pouco, que os malandros somos todos: o povo que não reage, os políticos e a elite. Se você tem dúvidas de onde me encaixo, problema seu.



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