A crise Brasileira - Tem muita gente falando a mesma coisa que a turma irrequieta dos blogs. Sinal dos tempos?

Art.p/CB
05/09/2011
A crise brasileira
                                                                    Rubem Azevedo Lima
   A presidente Dilma Rousseff, na última segunda-feira de agosto, convocou o Conselho da República, nos termos da Constituição, pelos quais ela pode reuni-lo, “para assessorar-se em momento de crise”.
  
Foi, digamos, um ato presidencial de humildade, para superar nossos problemas. Qual deles? O da corrupção, que devasta a ética e os recursos públicos? Não. Dilma tem dito, no caso, que não se pauta pelo que os veículos de comunicação falam sobre o assunto.

   Seus conselheiros sequer trataram da adoção de medidas contra a gastança governamental, no próximo ano, quando o salário-mínimo dos trabalhadores terá correção maior e haverá despesas na construção de aeroportos, estradas, estádios, hotéis para o campeonato mundial de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
  
Tais obras, feitas a toque de caixa, não resistem à corrupção, por mais que as fiscalizem. Os cálculos de prejuízos causados pelos corruptores e corruptos, em 2008, foram, segundo a KPMG, de janeiro a agosto, de R$ 160 bilhões. De 12 de agosto a 17 de outubro daquele ano, a Corruptômetro OFR disse que foram 28 bilhões de reais. Total: Cr$ 186 bilhões.

   O que não se faria, sem esse rombo da ladroeira, para eliminar a miséria no país? Os números atualizados da corrupção, talvez maiores hoje, terão sido apreciados na reunião de Dilma com o Conselho Político? Não. Nem sequer para traçar um plano de enfrentamento dessa prática, sob seu governo, a pior inimiga da pobreza, cuja eliminação, afinal, é objetivo da presidenta.

   Pelo visto, a reunião do Conselho foi uma tertúlia irrelevante, da qual participou o ministro Mantega,  marcada por sugestões ridículas. Dir-se-ia que ali se resolveu, a pedido da presidente, sepultar o tema corrupção. Sabe-se que ele incomoda o patrocinador de sua candidatura, o ex-presidente Lula, para quem ela devia tratar só de vencer a pobreza. Tirou-se de Dilma a bandeira da anticorrupção. A Câmara absolveu, por maioria absoluta, para gáudio dos tubarões de recursos públicos, mas tristeza geral do país, uma aliada corrupta, com os votos governistas do PMDB-PT. Este, antes, “não roubava nem deixava roubar”. Livre-se de sua má gente!



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