Unamo-nos contra a FIESP e seus currais socialistas.


Se há algo que carrego encravado no peito é a lembrança de nenhum empenho sindicalista em toda minha trajetória profissional. Nem as greves festivas me interessavam. Sempre quis o conforto da independência política e econômica e equivocado, talvez,  dispensei recorrentemente a força protetora dos fracos. Era o sindicalismo do Lulla, em substituição ao do Joaquinzão que, hoje sabemos, alavancado pela própria Fiesp, ditava aos trabalhadores de carteirinha os rumos ardilosos do ABC paulista, em sonata nacionalista mequetrefe com os poderosos. Contudo, minha independência solitária, em contrapartida justa, traz uma vantagem explicita: repudiar os sindicatos dos patrões e assim o faço intensamente, porque não há restrições legais a sua atuação.

É neste contexto que avalio as últimas politicas do governo Dilma: todo tipo de ajuda cartorial que em nada vai mudar a trajetória medíocre de crescimento da economia brasileira. Falam de crise na indústria brasileira e agora os inimigos são múltiplos: a infraestrutura, a carga tributária, os encargos previdenciários, o câmbio e os juros. Falam também da causa essencial para a baixa produtividade: falta de inovação e na sequencia óbvia a falta de educação do povo brasileiro – ô povo burro!

Claro, eles, os sindicalistas da turma bacana,  conseguiram o essencial: garantir a rentabilidade artificial, porém mui lucrativa: redução dos custos no peito e na raça às custas do povo brasileiro. Que se dane a previdência, que se dane o equilíbrio orçamentário e que se dane a inovação. De fato, eles confessam que têm máquinas supimpas – feitas no estrangeiro – mas que nossa energia é caríssima e por aí vai. Não precisam resolver nenhum problema tecnológico, porque tudo é importado, principalmente o cérebro. Em algazarra contestatória, conseguiram até uma turma de palhaços querendo ridicularizar os chineses. O pior é ver um sindicalista que, mesmo com a pecha de corrupto, quer dar lição de economia a nos ensinar que o problema é o câmbio e os juros. A desordem é total, só que muitos perceberam o óbvio: política industrial de ajuda recorrente é coisa de patife!  


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