Macroeconomia ou macrosturbação?


É entediante o jornalismo que se pratica atualmente. Não só no Brasil; mas principalmente aqui. Falam , em sintonia fina, articulistas, jornalistas, economistas e outros de menor categoria catedrática no "assunto" da mesma macroeconomia distante da realidade. Falam de um orçamento público capenga e de uma dívida pública cara em que uma boa política de juros ajudaria a resolver ou quem sabe uma reforma tributária. Falam de um regime de metas de inflação e que as commodities poderiam ajudar a colocar dentro da meta inflacionária pretendida quando, para arrepio dos produtores, os seus preços caem e que, quando a soja tem seu preço majorado no mercado internacional, seria um problema a merecer um acerto -  aperto nos juros (tenho que ficar caladinho sobre isso, porque confesso minha ignorância macroeconômica atual e resisto em abandonar a velha roupagem monetarista que sente calafrios com essa asneira sem limites de que ficar mais “rico” seria um problema. De fato, os produtores de soja ganham; idem os produtores de carne , em procura por mais alimento para seu rebanho, caso contrário não estariam gastando mais. Para completar o circulo de ganhadores, os consumidores , em geral, que querem comer mais. Talvez, felicidade demais seja um problema, vai saber.) Falam também do câmbio, como se soubessem calcular um câmbio de equilíbrio, mesmo sabendo que tal preço(o câmbio) envolve milhões de preços, centenas de políticas e todo tipo de choque. Para piorar, em contraste óbvio, falam até em sustentabilidade para uma economia que se degrada a olhos vistos. Só não sabem como aumentar a produtividade da economia.

Em contraste, os jornais estampam em suas manchetes notícias como essa : “Cidades pobres terão campanha milionária”. Temos outras mensagens similares. “Durma-se com um trânsito desses”.  Já não tão em destaque, temos manchetes mais cabeludas: “Usinas de cana “burlam” selo trabalhista ou “corte ilegal de madeira ameaça a caatinga”. Como não poderia faltar, temos as manchetes sobre corrupção, como “Fitas: Cachoeira negociava em nome de Perillo” ou  ”Réu do mensalão dá as cartas no interior de SP”.

O que fala aquela macroeconomia dessa realidade das manchetes dos jornais? Nada. Talvez, para os marcianos.




Comentários

  1. Masturbação.
    Francisco José.

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  2. Parabéns pelo artigo professor.
    Realmente, você foi muito claro e sucinto.
    Direto ao ponto!

    Abraço.

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  3. Você é bem crítico e realista! Parabéns.

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