Daron Acemoglu, terá ele saído de um iglu?

Amalucada entrevista com o Professor do MIT Daron Acemoglu.



Como você descobre que um economista com "fama" e bem conceituado em esferas distintas está por fora de um assunto? Quando, em teste de sua teoria,  ele demonstra não conhecer a realidade do país que escolhe para testar sua teoria e fala generalidades, escondendo sua ignorância factual. O professor em questão  diz que o Brasil está melhorando e cita os avanços na política e na educação. Bom, isso é, simplesmente, um equívoco. A política, como qualquer mané por aqui sabe, inclusive  o de Stanford, está dominada. Só tem canalha na política; os pouquíssimos que são sérios ficam que nem zumbi: perdidos nos parlamentos e falando ao léu. Todo partido tupiniquim  tem dono e os donos cobram caro; estão a serviço do poder econômico. Naturalmente, trata-se de instituição não inclusiva. Mais ainda. Ele , o professor graduado,  se tivesse de fato se debruçado sobre nossas instituições, teria concluído que a política está na direção extrativa. Se tivesse mesmo pensado sério sobre o assunto, teria visto, como já sugeria Adam Smith em seus livros a Teoria dos Sentimentos Morais e Riqueza das Nações, que elite e povo devem estar sintonizados; onde a solidariedade e justiça frutificariam e trariam o crescimento. Este é o ponto crítico: a elite pouco se lixa para o povão. Quanto à educação, a situação, por aqui, todos sabemos, é crítica. Os salários dos professores são miseráveis; faltam professores de física, matemática e língua pátria. Há políticas sociais que pouco se apoiam no mérito. Evidentemente, com cotas a torto e a direito, os rejeitados só poderão procurar , em universidades federais, cursos na área de ciências sociais, onde picaretas de todos os naipes podem se enfileirar. Mas já nos cursos de exatas ou de ciências médicas, certamente ficarão, a grande maioria dos protegidos pelas cotas, no meio do caminho. Por fim, me causou espanto, na fala  desse economista, a sua crença na teoria das vantagens comparativas como solução para nossas mazelas. Por aqui, mesmo com um pequeno desvio das práticas seculares de extrativismo cínico, já estamos de volta ao modelo colonial, como bem descreveu Stiglitz (ver post sobre a Maldição dos Recursos Naturais) e estamos de fato no contexto da teoria das vantagens comparativas. Certamente outras teorias explicam melhor o padrão de comércio dos países desenvolvidos.

Um bom economista sabe aplicar corretamente sua teoria. Este, exatamente por não ter entendido o Brasil, conseguiu renovar minha desilusão sobre o futuro que me espera. Não exatamente por falta de teoria; mas por preguiça ou interesse que não consigo ainda precisar. Só saberemos ao certo se ele vier por aqui, sendo bem remunerado pelos poderosos da terra, proferir seu discurso apologético a uma plateia nada apoplética.



Comentários

  1. Não gostei desse blog. A linguagem é muito informal considerando o autor ser doutor em economia, além disso muitas das críticas são vazias e sem fundamentos, baseadas em meros preconceito. Só lembrando: humildade é fundamental.

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  2. nem eu gostei de você, anônimo (abrigo dos canalhas) , pela ignorância latente a não saber expor objetivamente a sua crítica. Caia fora do meu blog e procure a sua turma. Só lembrando, vá aconselhar a sua avó.

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