Exportar o excedente, certo?



 Infelizmente a resposta a indagação acima não se aplica ao Brasil. A razão você encontrará se entender o modelo de subdesenvolvimento, engendrado pela elite paulista: o da pilhagem reles. Os grupos poderosos , beliscando o orçamento, em mordida de vampiro, arrancam o que pode e até o que não podem. Assim, inventam política  pública (que obviamente não tem nada de pública) para subsidiar a produção a torto e a direito. Como a restrição externa há muito tempo é um problema (até mesmo quando o câmbio flutua, porque o pânico injustificado se alastra em intervenções alopradas no mercado de divisas), entenderam eles, os pilhadores,  que um bom programa seria o de incentivar as exportações. Incentivos que vieram com todo tipo de esquisitice econômica: crédito barato, subsídio explícito, câmbio forjado, etc.  Naturalmente, o fio da meada foi perdido quando os planejadores tantãs inventaram que a industrialização teria que ser feita no peito e na raça. Traduzindo: com máquinas e matérias-primas importadas. Como se sabe, para importar há de se exportar. Dois grupos – ruralistas e industriais tupiniquins – rompendo suas restrições orçamentárias, aplaudiram com bons salários aos servidores públicos de ponta e tapinhas nas costas a política maluca da turma do Celso Furtado, da Maria Conceição de Tavares, do Mario Henrique Simonsen, Delfim Neto, Veloso, Roberto Campos e tantos outros indecentemente iguais. O resultado desse modelo , todos sabemos: a concentração de renda, a degradação geral, principalmente das finanças públicas, e o surgimento de dois Brasis: a dos saqueadores e a dos saqueados; estes últimos em maioria patente.

Voltando ao excedente exportável, todos reparam que essa verdade para uma economia de mercado  por aqui não se aplica. Só consumimos porcaria e isso é notório para quem teve a chance de viajar ao exterior,  provando do café que o americano e o europeu bebem. Tudo é feito para garantir retornos aos projetos da elite. Numa economia de mercado, naturalmente civilizada, ao contrário do que prega a esquerda corrupta, as importações livres tornam os preços competitivos internacionalmente. Sendo assim, dado o custo de transporte, um país produz inicialmente para o seu mercado interno. Depois que esse é plenamente ocupado, torna-se racional exportar o que sobra; o excedente.

Moral da estória: é difícil entender o que é economia de mercado num país corrupto e conduzido por canalhas de todos os padrões intelectuais. O ético, necessário e fundamental para que uma economia de mercado possa vicejar,  sabemos nihil.


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