Não nos esqueçamos de Hiroshima e nem do 11 de setembro!


O 11 de setembro nos faz lembrar da violência do Terror. Me empenho pelo entendimento do assunto e aproveito reflexões amigas que me invocam Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945.   Estima-se que o total de mortos chegou a 140 mil em Hiroshima e a 80 mil em Nagasaki. Outros ainda invocam Hitler e Stalin, sem que esqueçamos a contabilidade dos mortos na Alemanha - dizimada em quase a metade de sua população. Essas são violências do nosso tempo, computando o século passado como ainda parte do nosso presente. Fico triste pela oportunidade perdida com essa comemoração legítima de 11 de setembro pelos americanos. Poderíamos todos unir forças para o combate à violência brutal dos homens que se pretendem líderes da humanidade. Não aceito como de fato são tais líderes. Essa é a minha razão primeira para ser um economista liberal – no sentido que os acadêmicos entendem. Claro, nao estou paralisado em Hayek ou Mises ou Friedman. Mas continuam a iluminar minha trilha intelectual. Temos que esvaziar a força política desse líderes. A melhor forma de fazê-lo é suprimir todas as oportunidades de negócios privados que a política pode oferecer a tais líderes. Nos queremos iguais em tudo – nos favores e nas obrigações, em atenção aos miseráveis. Temos que resgatar valores básicos, como o amor ao próximo e não o amor ao que é intangível, como o amor ao país e muito menos a ídolos. Por isso me apego, em aparente paradoxo, a economia de mercado, em tudo impessoal, mas distante de líderes mequetrefes.

Porém, fico me perguntando: se os que falam de Adam Smith,  na lembrança da riqueza das nações , algum dia ouviram falar do seu outro livro: a teoria dos sentimentos morais ?


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