Estou Feliciano e daí?


Aproveitando a onda transgressiva, vou deitar falação sobre o tema do momento: a permanência na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do deputado do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Hoje eu me declaro Feliciano, melhor dizendo, (mesmo sabendo que os politicos são todos uns merdas (generalizando em nome da simplificação aritmética)) estou Feliciano. Falo isso porque  o óbvio está estampado pela intransigência da chamada esquerda – que sempre considerei canalha e oportunista, deixando espaço apenas para os amigos sinceros que hoje sei são poucos. Nunca aceitei que ninguém fosse o dono da verdade até mesmo quando a verdade é óbvia e indiscutível, tal qual a minha moral – totalmente subjetiva e dependente da minha estória que é toda minha, inclusive no campo da responsabilidade.  Até onde sei, o nosso amigo do blogão, o Deputado comuna e gay assumido Jean Wyllys, famoso por ter ganho uma das edições do Big Brother Brasil, é também um radical. Por que o seu radicalismo gay tem que ser melhor do que o radicalismo do não gay? Não aceito! Ambos são radicais. Mas nem o fato de serem radicais me anima a montar campana contra um ou outro. Ambos seriam legítimos para ocuparem a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Mas se me perguntarem por qual dos dois inclinaria meu voto, não tenho dúvidas: Feliciano. A razão? Simples: o problema dos gays não é , em minha agenda de Direitos Humanos, prioritário. Temos as crianças abandonadas, sem ensino e sem moradia decente; temos a situação dos presos, em cadeias inóspitas; temos a situação das domesticas que, agora parece,  têm uma oporutnidade ímpar para abraçarem a cidadania pela luz no fim do túnel que a lei irá impor e por aí vai. Entretanto, a par de todas essas questões importantes, tem uma outra que o nosso deputado comuna nem sequer discutiu: a violência do colégio de líderes que escolhe, em conluio de canalhas, os presidents das comissões. O cretino que inventou esse dispositivo constitucional esdrúxulo, vocês sabem ? FHC. De fato, a  tal da esquerda sempre passou a mão na cabeça dos seus comparsas. Agora, quando se trata de se dialogar com a direita, vixi, o problema é insanável.  Terminando meu post, invoco ao Deputado Jean Wyllys a reflexao conciliadora: aceite o convite do Feliciano para que participle da Comissão e façam, cada um em seu radicalismo , a Comissão dos Direitos Humanos funcionar sob o pêndulo da moderação e do entendimento recíproco. 


Comentários

  1. E os santinhos, seriam os dois radicais?

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  2. Ué, o regimento é mais uma herança maldita do FHC? Não sabia.
    Mas sem o regimento que prevê a indicação das presidências das comissões permanentes pelo colégio de líderes, os trabalhos não começariam nunca. Os partidos se engalfinhariam em disputas intermináveis pela CAE,CCJ, etc. Do jeito que está, chegamos a abril e a tal CDH-M ainda não deliberou nada. Isso é bom? Talvez seja. Propostas a serem discutidas: casamento gay(implicará no pagamento de pensões a parceiros de servidores falecidos) e legalização da prostituição(o poder público poderá contratar profissionais autônomos organizados em cooperativas).

    A lógica do regimento é a preservação da voz e voto da minoria e, ao mesmo tempo, da proporcionalidade das bancadas. O problema é a barafunda total dos partidos sem rosto e bandeira, onde não se consegue apontar uma diretriz nem mesmo na base alugada.Na reunião da CCJ de hoje, por exemplo, a sen. Kátia Abreu (PSD-TO) defendeu o direito à propriedade (PL251/2010), que teve voto contrário de Aloyzio Nunes (PSDB-SP), Jorge Vianna (PT-AC) e do Roberto Requião (PMDB-PR). Pois é, cláusula pétrea em discussão na CCJ, direito de propriedade, e todos nós falando do infeliciano. Desculpe, acabei escrevendo demais.

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  4. Afirmações do Careca que analiso abaixo:
    1) “sem o regimento que prevê a indicação das presidências das comissões permanentes pelo colégio de líderes, os trabalhos não começariam nunca.” Os partidos se engalfinhariam em disputas intermináveis pela CAE,CCJ, etc."

    Minha divagação; Basta ver como funcionava o Congresso na época da Constituição de 46, para se ter uma posição certa sobre o tema. De qualquer forma, o critico no Colégio de Líderes é que a maioria legítima, os deputados eleitos pelo povo, são substituídos, em decisões importantes, pelos donos dos partidos. ISSO É GRAVE.

    2) Do jeito que está, chegamos a abril e a tal CDH-M ainda não del”iberou nada. Isso é bom? “

    Minha divagação: Óbvio que não é bom uma Comissão não poder funcionar. Mas ela não funciona devido aos radicais que querem, sem legitimidade, tirar o Feliciano da Presidência. Vão lá na COmissão e fazem bagunça, desacato e o escambau. Claro está que sua observação não se liga ao debate da validade do Colégio de Líderes.

    Quanto as suas outras observações, pelo que entendi, trazem à baila a nossa ignorância sobre a implicação dos regimentos e itens constitucionais que têm implicaçòes sérias sobre nossas vidas. O debate é interessante, mas , confesso, não sou especialista no assunto. Mas o que vejo é que poucos de fato entendem o atraso que é a nossa Constituição, fetia nas coxas, como disse o Ex-ministro Jobim, bancário e sindicalista, comparsa do FHC na destruição dos pilares da Constituição – medidas provisorias, reeleições presidenciais e etc.

    No mais, a confusao Feliciano vai aumentar. Que aproveitemos para discutir assuntos interessantes e relevantes e jamais promover politicos oportunistas

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  5. A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.

    Você tem razão, o colégio de líderes anula a participação individual no processo legislativo e a confusão vai aumentar.

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