ONDE ESTÁ A RIQUEZA DAS NAÇÕES?

Título de um excelente trabalho do Banco Mundial (2006) sobre uma medida adequada de capital que nos possibilita encontrar pistas para questões importantes como a das razões para baixa produtividade dos cucarachos e correligionários afins quando habitam em seus países de origem, mas capturam produtividade de americanos ou europeus quando lá nas estranjas civilizadas colocam os pés. (Aqui)

A idéia de se medir a riqueza remonta aos clássicos, como Petty, chegando nos dias de hoje a Nordhaus (How Should We Measure  Sustainable Income) e outros, animando economistas de peso como Krugman e Stiglitz a pleitearem uma mudança substancial na medida do PIB. Entretanto, a abordagem do time que escreveu o artigo (na verdade um livro), inova a literatura por apontar de forma mais específica o peso das instituições em nosso estoque de riqueza. A idéia chave do trabalho do Banco Mundial foi bem resumida por Ronald Bailey (Science Correspondent) em um artigo publicado no The Wall Street Journal em setembro de 2007 (Aqui): Por que, se o mexicano imigrar para os EUA,  fica ele cinco vezes mais produtivo do que o seu irmão que pelo México ficou? Isso acontece porque o americano típico tem acesso a mais de $ 418.000 de riqueza intangível, enquanto que a riqueza dos que ficam no México é de apenas $ 34.000.

O que seria riqueza intangível e como seria medida? Não quero cansar os poucos leitores e , recomendando leitura do artigo completo ou do resumo, vou logo respondendo a questão. Bailey resume assim:

“What does intangible capital measure in the wealth estimates? By construction, it captures all those assets that are not accounted for elsewhere. It includes human capital, the skills and know-how embodied in the labor force. It encompasses social capital, that is, the degree of trust among people in a society and their ability to work together for common purposes. It also includes those governance elements that boost the productivity of the economy. For example, if an economy has a very efficient judicial system, clear property rights, and an effective government, the result will be a higher total wealth and thus an increase in the intangible capital residual.”

Fatores intangíveis seria o resultado de coisas como a confiança entre as pessoas, o sistema jurídico e seu poder coercitivo, o respeito ao direito de propriedade e tudo o mais que possamos colocar na categoria instituições. Esse capital intangível certamente melhora a produtividade do trabalho, gerando-se maior riqueza para as nações.

Uma vez que se leva em conta todos os recursos naturais do mundo e o capital produzido , 80 % da riqueza dos países ricos e 60 % da riqueza dos países pobres é desse tipo intangível. Os países ricos são ricos em grande parte por causa das habilidades de suas populações e da qualidade das instituições que suportam as respectivas atividades econômicas que geram riqueza. Além disso,  segundo as análises de regressão do trabalho, pela quantificação do valor intangível das instituições, através de índices que retratariam o Estado de direito, 57% do capital intangível dos países seria devido ao fator institucional, enquanto a educação seria responsável por 36%.

Para os EUA, de acordo com esse estudo , o capital natural é de US $ 15.000 por pessoa, o capital produzido é de US $ 80.000 e o capital intangível é de 418.000 dólares, com uma riqueza total por pessoa de US$ 513.000. Por outro lado , o total de capital natural por pessoa do Brasil seria U$ 6.800 ( 50% desse valor é devido à terra para cultivo e pastagem) , o capital produzido de 9.600 dólares e o capital intangível de $ 70.500 - um total de riqueza por pessoa de U$ 87.000. Quando um brasileiro atravessa a fronteira americana , ele poderá acessar de imediato um capital intangível de 418.000 dólares por pessoa.

Como esses dados valem para 2000 e certamente por aqui as coisas só pioram, fica fácil ver por que o Brasil continua caminhando para o clube dos pobres e pobretões: a pilhagem só aumenta. A Petrobrás nos dá o exemplo do momento da vagabundagem generalizada! Bye Bye produtividade.




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