Os inimigos do ajuste Fiscal: TOMBINI e BARBOSA!


Não há dúvida que ninguém quer saber de meter a mão nos gastos pra valer. Pelo contrário, a tendência é simplesmente aumentá-los. Como solução criativa, vem junto aumento de impostos. Mas o modelo faz água – estou falando metaforicamente, porque nem água parece que temos mais.


Estamos vivendo uma nova época. O mensalão já não pode mais andar a solta, porque a turma petista revelou-se extremamente egoísta e montou seus feudos nas instituições milionárias, deixando os companheiros estrangeiros com feudos de quinta categoria. Se com dois, há traição, imagine com 5 ou 6 partidos. A tal da governabilidade – engodo que, na prática, implica exatamente o contrário – agora está sendo de fato negociada. Exigem ajustes. O fiscal é sempre o alvo, porque é dali que saem os recursos reais. Inventam contabilidade criativa e se o povo bobeia, o alvo do ajuste já sabemos: aposentados, funcionários e gastos em saúde, educação e segurança. Claro, não há espaço para o investimento. E assim, proclamam os arautos da governabilidade: sem investimento, não há crescimento. Mas esses mesmos consultores milionários que inventaram as regras da regulação, pouco falam da privatização das instituições ligadas a infraestrutura. O assalto ao patrimônio público parece não ter sido o suficiente para acalmar a ânsia patrimonialista dos empresários tupiniquins – traduza literalmente, índios – fazem o que sabem fazer: exigir retorno garantido e cartórios. Portugueses em essência!


 Reparem que o item bandido do orçamento nem sequer toquei: os juros da dívida pública. Esses são sagrados, porque há de se respeitar contratos, diriam os liberais tupiniquins – traduza literalmente, bandidos de carteirinha que estão na fila da subserviência a espera de um bom emprego público – pouco importando se a dívida cresce espontaneamente ou não, ou através de esquemas de indexação ou não e claro o efeito dos juros sobre a dívida – que se dane o esforço fiscal. Para piorar , o tesouro tem que cobrir  rombos no orçamento que surgem de todos os lados. Agora mesmo, os inimigos do  ajuste fiscal estão sendo inquiridos pela turma petista que não sei bem onde estão malocados: o Banco Central com seus swaps e o Barbosa com o aumento da taxa de retorno garantida. No caso do Banco Central, há muito que os prejuízos que os idiotas de lá geram nós é quem bancamos. O artificio nem mais secreto é: passam direto o prejuízo para o tesouro e lá se vai todo o esforço constritivo orçamentário. Isso sem falar na maluquice dos juros concretos que aparecem na fatura do cheque ouro: 160% ao ano. Por que o BACEN se cala sobre isso? Simples: eles, os burocratas do nihil, estão lá para perpetuar os cartórios. Para piorar tudo que sempre esteve ruim, inventaram, os economistas sem conhecimento de teoria monetária, que há de se controlar volatilidade dos preços – sim câmbio é preço – assim como juros também são preços e portanto não deveriam ser alvo de controle.

Mas agora apareceu um outro inimigo que dorme na mesma cama do Levy – é uma metáfora, o palavrão seria outro. O Barbosa. Está rindo à toa porque conseguiu aumentar a taxa de retorno garantida para a turma apaniguada com a privataria. Ora, se estão subindo a taxa de retorno garantida, tarifas ou impostos terão que aumentar para dar conta desse aumento. O pior dos mundos é quando, como no caso da eletricidade, a demanda cai, a oferta cai, e o retorno ainda é garantido. Quem paga? O sistema de bandeirinha está aí e veio pra ficar. O rombo, maquinado em soluções criativas, envolvendo bancos estatais até que apareça a oportunidade de enfiar goela abaixo a fatura para o povo brasileiro, não pode mais continuar no ritmo que vinha.  Tudo indica que o bicho vai pegar: a conta do orçamento que, quando se tira o tal dos juros da dívida pública, sempre foi equilibrado, está curta para os pilhadores. A briga está sendo travada entre os poderosos. Nós também estamos enfileirados. O que vai dar tudo isso? Sinceramente não sei. Não nutro esperanças que soluções criativas e favoráveis ao povinho possam surgir.

O triste é que, em futuro recorrente ao passado,  terão que inventar mais cortes nos itens previdenciários ou sociais. Não vai demorar, teremos que inventar outra lei áurea que como bem sabemos veio com mais de 50 anos de atraso e já não servia para nada. Até hoje ainda falamos em discriminação e preconceito. A evolução foi a cota. De qualquer sorte, o povo está indo às ruas com golpe e contragolpe.   


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