VISITA DO FMI – Um estilo mais realista

A diretora gerente do FMI (Fundo Monetário Nacional), Christine Lagarde, esteve no Brasil nesse mês de maio para cumprir agenda política como é de costume quando os países consorciados ao Fundo Monetário estão na berlinda. Os compromissos oficiais foram uma visita à comunidade do Alemão, subúrbio do Rio , reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidente Dilma Rousseff e por fim, como não poderia deixar de ser, participou do 17º Seminário de Metas de Inflação do Banco Central. Várias coisas a estranhar.
Em primeiro lugar, a falta de protesto da chamada esquerda. Imaginei que o Movimento Sem Terra aparecesse. Que a turma psolista/pstuísta proprietarias do feudo da União Estudantil também pudesse dar a cara. Qual o quê. Nada aconteceu. Em Segundo lugar, pensei que a oposição também fizesse algum discurso. Nada também. Da imprensa também não saiu nada que pudesse colocar em xeque a visita. Apenas algumas notas como “Christine Lagarde conhece Complexo do Alemão, no Rio, e elogia Bolsa Família por custar apenas 0,5% do PIB e beneficiar 50 milhões de pessoas. Mas alerta que governo precisa conter gastos para garantir programas sociais.” Mas será mesmo que foi tão insossa ? Claro que não.
O lado econômico todos sabemos bem: Banco Central e FMI assunto de banqueiro e rentistas em geral. Mas o lado politico foi significativo. Agora me sinto realmente identificado pelo FMI. Somos em tudo uns favelados. Não há como separar o Brasil da África Nigeriana ou Angolana. Somos miseráveis. E como disse um médico baiano: só tocamos berimbau porque tem uma corda só. É fácil. Até a Diretora do FMI aprendeu.

A mensagem do FMI para o mundo foi dada. Brasil: um país subdesenvolvido.


Comentários

Postagens mais visitadas