Uma velha e manjada saída, mas necessária: O PARLAMENTARISMO.


As similitudes das crises políticas, num contexto democrático ou pseudodemocrático, podem ser constatadas em suas causas, em seus efeitos ou em seus desdobramentos. Seria uma ladainha sem fim ficar detalhando causas e efeitos. Mas sem duvida, para a crise presente, uma solução política que não envolva força bruta faz-se necessária. Só me ocorre o Parlamentarismo.

Todos sabemos (espero) que o problema central de nosso paisinho republica das bananas é político, tanto quanto a solução. Todos sabemos que o canal político está entupido e que todo partido tem dono e tocam seus comandados por música encomendada. Os chefões, todos sabemos onde estão: sentados em seus sindicatos patronais a ditar regras e direções políticas. A grana tá curta para ser repartida e por isso um dos grupos arde em chamas e irá ao sacrifício sozinho. São, como todos sabemos, os empreiteiros. E muitos irão em cana, em profecia ex-post. Eles, os poderosos,  estão em corner, mas ainda estão no comando. De fato, o efeito Barbosa ainda não se encerrou e esperamos que possa, em tsunami jurídico, invadir a praia dos bandidos, através das  delações premiadas espetaculares. Os bandidos, grandes e pequenos, estão em polvorosa. Mas o sistema político continua intacto. Tanto é assim que só se fala em ajuste fiscal e bolsa família, com as palafitas e favelas proliferando nas grandes cidades. A revolução não virá.

Simples seria exterminar de vez com a farra das empreiteiras, dos banqueiros, dos industriais e dos grandes negócios agrícolas: todos se escoram no governo. Basta retirá-los do orçamento. Mas isso não virá. 

A forma para se adequar o paletó ao defunto só vejo uma: o parlamentarismo. Atenderia à Presidenta que só deseja o título. Atenderia ao PT que sangra como governo. Atenderia a oposição que sedenta pelo poder vai encontrar um canal para exercê-lo. O problema é que o primeiro-ministro só poderia governar com maioria. Pela experiência sofrida de golpes e tramas canalhas, o golpe viria logo em seguida, quando a maioria dos sem pátria tiver sido urdida em gabinetes opacos. A nós caberia exigir a garantia desse novo sistema politico de forma definitiva. Negociemos, então, indo as ruas com uma nova bandeira: PARLAMENTARISMO JÁ.


                     




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