Em que Mundo estou vivendo?

Não sei responder a questão titulo. Certamente, neste mundo presente sinto-me prisioneiro. Fico isolado por ideologias explicitas ou implícitas. Fico isolado pelo radicalismo de sentimentos. Fico preso a ausência de um debate respeitoso em que debatedores se descubram em perguntas e respostas inteligentes ou investigativas. Como economista, vejo os interesses legítimos imporem condutas condenáveis. A ética , o amor ao próximo e tudo o mais que se possa exigir de comportamento solidário estão ausentes em debates e sentimentos expressos em comportamento cotidiano. A falta de empatia me parece plena. Me parece. Não sei bem.

Como economista, coloco-me na turma de que está tudo errado e não há puxadinho que dê jeito na situação presente. Quando você encara o problema numa perspectiva de longo prazo, a reboque do seu modelo sobre o Brasil, duas variáveis macroeconômicas se mostram críticas: impostos e dívida pública. Uma puxa a outra e o resultado é a destruição do Estado democrático, tal qual previu David Hume em seus Escritos Econômicos – seu magistral capitulo sobre crédito público. Já não digo que tudo tem que ser posto abaixo, porque já estamos na lona. E vamos piorar. O modelo, simples de descrever – o da pilhagem – culminou  em seu paroxismo estatal. Se não há mais recursos públicos para garantir as farras orçamentarias, que se decrete a falência da previdência. Morram os velhos; são inúteis !

Estão os dois orçamentos fundamentais contaminados: o federal e o municipal – o estadual ninguém dá mais conta. No federal, apelam para um ajuste fiscal canhestro que em nada resolve e tudo piora. No municipal, mesmo com a disputa da prefeitura ocorrendo neste momento, ninguém vê que a privatização ou loteamento público , disfarçado em terceirizações alhures e algures, já comprometeu o orçamento público municipal (economizaríamos, só com a extinção da taxa de retorno, algo em torno de 20%). Pelo caminho adotado na travessia federal, com aniquilação dos seus programas de educação e saúde, não tenho duvidas que , agora, a trajetória se repetirá em  âmbito municipal. O ingrediente novo é o sumiço dos fundos para a aposentadoria dos barnabés municipais. E as aposentadorias públicas municipais correm risco grave. Mas quem se importa: tudo vai ter que acabar em mais despotismo. David Hume, leitura obrigatória.






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